Professores? "Governo devia pegar no telefone e ligar escola a escola"
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O deputado único do Bloco de Esquerda (BE), Fabian Figueiredo, considerou, este sábado, que "o Governo devia, de uma vez por todas, pegar no telefone e ligar escola a escola", por forma apurar o número efetivo de professores em falta. "Todos nós nos lembramos de acordar, numa bela sexta-feira de manhã, e de ouvir o Governo dizer que tinha resolvido o problema da falta de professores. Depois, os números foram contestados e percebeu-se que no Governo faltava a capacidade de ler números e estatística. O que é que o Governo fez? Contratou uma auditora, que chegou a uma conclusão que não consegue concluir coisa nenhuma", acusou o bloquista, à margem da Grande Manifestação Nacional de Professores, anunciada pela Federação Nacional dos Professores (FENPROF) na sexta-feira. Fabian Figueiredo apontou que, entretanto, "temos associações socioprofissionais, sindicatos, associações de encarregados de educação e estudantes a explicar, quase todas as semanas, quantos professores faltam", pelo que "o Governo devia, de uma vez por todas, pegar no telefone e ligar escola a escola, cruzar números". "É uma coisa que os sindicatos conseguem fazer, que as associações de defesa da escola pública conseguem fazer, que qualquer pessoa que saiba utilizar um telefone e que tenha números consegue fazer. E negociar o estatuto da carreira docente, que valorize os professores", apelou. O parlamentar sublinhou ainda que "os professores portugueses têm de ser respeitados e têm de ser valorizados, [porque] formam as novas gerações para os desafios do futuro, para um mundo cada vez mais complexo". Nessa linha, "se faltam professores, falta formação nas escolas". "Isto é um problema dramático que precisa de seriedade. Precisamos de deixar um sinal claro a todos os jovens portugueses que vale a pena ir para o ensino superior, seguir a carreira de professor; e, a quem está no sistema, que se acaba com a precariedade e com a mobilidade permanente, que há progressão na carreira e que os professores não tem de andar permanentemente com palpitações porque um qualquer Governo decide inventar problemas que não existem para não resolver os problemas que existem", lançou. Recorde-se de que a FENPROF anunciou que a Grande Manifestação Nacional de Professores teria lugar este sábado, em Lisboa, para deixar evidente a "unidade, determinação e luta em defesa da profissão docente, da carreira e da Escola Pública". A concentração deu-se pelas 15h00 horas, no Cais do Sodré, seguindo depois em desfile até aos Restauradores, onde eram esperadas intervenções político-sindicais e "colocada à votação uma moção que expressará as principais reivindicações e exigências dos docentes portugueses". "Esta manifestação surge num contexto em que persistem graves problemas na profissão docente e falta de resposta do governo aos principais problemas profissionais: desvalorização da carreira, sobrecarga de trabalho, precariedade, falta de atratividade da profissão, dificuldades na aposentação e ausência de respostas concretas para muitos dos problemas que afetam educadores, professores e investigadores", justificou o organismo, em comunicado. Os professores indicaram também que, mediante esta ação, "afirmam a necessidade de políticas que dignifiquem a profissão, uma revisão da carreira que a valorize e a torne mais atrativa, num quadro de uma enorme falta de professores, melhores condições de trabalho e um futuro de qualidade para a Escola Pública e para quem nela trabalha e aprende".
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