João Almeida acusa PS de falir o país a nível financeiro e identitário
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Numa intervenção no 32.o Congresso do CDS-PP, que decorre em Alcobaça entre hoje e domingo, o deputado apontou críticas ao PS, considerando que este partido "anda todo contente com as sondagens porque acha que sondagens são votos e acha que o mundo lhes vai sorrir", o que recusou. "O país tem memória e o país sabe que há duas falências recentes que não podem ser perdoadas ao PS. Se em 2011 nos faliram financeiramente, em 2023 faliram-nos identitariamente, faliram-nos com a política de portas abertas que escancarou o país a uma imigração totalmente descontrolada", acusou. João Almeida criticou também "a esquerda urbano-depressiva, que na Assembleia da República acha que o mundo é Lisboa e acha que o mundo rural não existe" e, ainda, a "esquerda do PAN", que quer "determinar tudo aquilo que é a nossa vida, porem-nos todos a beber kombucha e a comer tofu". A nível interno, o parlamentar considerou que existe "uma cartilha" neste congresso e recusou segui-la. "Não vou seguir a cartilha, não vou falar nem do passado nem do PSD. Nós estamos no congresso do CDS e o congresso, ao que eu sei, é para falar do futuro, daquilo que nós queremos ser, daquilo que nós vamos fazer e daquilo que nós somos", justificou. O deputado agradeceu ao presidente do partido por ter "salvo o partido" nos últimos anos e por representar o CDS "ao mais alto nível no Governo", "numa área que é do CDS", nomeadamente enquanto ministro da Defesa Nacional. "Sou grato por isso, mas sou acima de tudo grato por aquilo que tu disseste hoje aqui na apresentação da moção, por continuares connosco, por continuares com o partido, por continuares disponível e por continuares disponível para liderar o partido com as tuas ideias, porque isso só quer dizer uma coisa, é que és líder. Porque quem estivesse disponível para liderar com ideias de outros certamente não era líder suficiente", defendeu. João Almeida defendeu também o papel do CDS: "Se nós somos esta direita, se esta direita faz falta, digam-me lá se podem prescindir do CDS e se o país pode viver sem o nosso empenho, sem o nosso combate, sem a nossa liderança e certamente sem o nosso crescimento". Na sua intervenção, João Almeida defendeu que "a sensibilidade" do CDS é uma das características que distingue o partido na coligação que suporta do Governo e afirmou que as pessoas estão preocupadas com o aumento do custo de vida e do preço dos combustíveis. "E nós não podemos ficar neutros e não podemos fingir que isso não acontece", afirmou, lembrando que o CDS-PP, já "na última crise inflacionista", defendeu "medidas concretas para que as pessoas não tivessem esse impacto tão direto". "Fizemos na oposição, não deixámos de fazer no Governo. Os portugueses são os mesmos, merecem a nossa mesma atenção, e certamente que estamos atentos e teremos resposta para isso", indicou. Antes, também numa intervenção perante o 32.o Congresso do partido, o antigo deputado Hélder Amaral agradeceu o "esforço enorme" do líder do partido, Nuno Melo, mas avisou que o CDS "ainda não chegou ao fim do caminho e ainda não está a salvo". O dirigente centrista salientou também que o CDS não tem "nenhuma dificuldade de autonomia estratégica" e "não precisa de ter nenhuma afirmação de identidade", pois é "um partido com identidade, com coragem, com resiliência e com uma capacidade de resistir como não há nenhum outro". "Vir a encontrar divergências, que podíamos ir um pouco mais longe, podíamos falar um pouco mais alto, podíamos, pela divergência, encontrar uma identidade, é não ser solidário com um bem maior que é o Governo da República e com o país", defendeu. Leia Também: CDS: Presidente do Congresso apela à retirada de moções em nome da união
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