Estudo revela que Millennials brasileiros têm mais educação, mas menores rendimentos que a Geração X
Aos 30, geração nascida nos anos 1990 estudou mais, mas ganha menos que os pais
O Globo
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Um estudo do Insper indica que os Millennials brasileiros, nascidos entre 1992 e 1994, são mais escolarizados que a Geração X, mas enfrentam rendimentos anuais menores. A renda média por ano adicional de estudo caiu de 17% para 10%, refletindo um cenário de estagnação econômica e desigualdades sociais persistentes.
- 01Millennials têm maior escolaridade, mas menor retorno financeiro em relação à Geração X.
- 02A renda média por ano adicional de estudo caiu de 17% para 10%.
- 03Persistem desigualdades raciais e sociais, com renda favorecendo brancos.
- 04A mobilidade social no Brasil é limitada, com 60% da vantagem econômica dos pais sendo transmitida aos filhos.
- 05Jovens de classe alta permanecem mais tempo na casa dos pais, enquanto os de classe baixa saem mais cedo.
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Um estudo conduzido por pesquisadores do Insper revela que os Millennials brasileiros, nascidos entre 1992 e 1994, são mais escolarizados que a Geração X, que inclui indivíduos nascidos entre 1967 e 1969. No entanto, apesar de sua maior educação, os Millennials enfrentam uma queda significativa nos retornos financeiros de seus estudos, com a renda média por ano adicional de estudo caindo de 17% para 10%. A Geração X se beneficiou de um período de estabilização econômica após a hiperinflação, enquanto os Millennials lidam com um ambiente de estagnação econômica. O estudo também destaca que o Brasil possui uma das maiores persistências de renda do mundo, com cerca de 60% da vantagem econômica dos pais sendo transmitida aos filhos, dificultando a mobilidade social. As desigualdades raciais e sociais permanecem evidentes, com homens brancos da Geração X ainda apresentando rendas superiores a quase todos os grupos de Millennials. Além disso, o estudo mostra que jovens de classe alta tendem a permanecer mais tempo na casa dos pais, enquanto os de classe baixa saem mais cedo, muitas vezes em condições habitacionais precárias. A pesquisa sugere que as futuras gerações podem ser ainda mais escolarizadas, mas com trajetórias mais fragmentadas e um vínculo mais frágil entre esforço individual e progresso econômico.
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A pesquisa indica que a educação não garante automaticamente a ascensão econômica para os Millennials, o que pode afetar suas decisões de carreira e vida.
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