Operação em São Paulo combate fraude de R$ 2,5 bilhões no setor de plásticos
Operação mira fraude de R$ 2,5 bilhões no setor de plásticos em SP
G1 - O Portal
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Uma operação conjunta em São Paulo, realizada em 14 de setembro de 2023, investiga um esquema de fraude fiscal no setor de plásticos, que causou prejuízo estimado em R$ 2,5 bilhões. A Operação Refugo envolve mais de 530 agentes e 46 mandados de busca em 14 municípios, incluindo a capital.
- 01Fraude fiscal no setor de plásticos causa prejuízo de R$ 2,5 bilhões.
- 02Operação Refugo envolve mais de 530 agentes públicos.
- 03Três grandes grupos empresariais usavam 60 empresas de fachada.
- 04Notas fiscais 'frias' eram emitidas para simular operações comerciais.
- 05Recursos da fraude financiavam luxos pessoais dos envolvidos.
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Na quinta-feira, 14 de setembro de 2023, uma operação conjunta em São Paulo, conhecida como Operação Refugo, foi lançada para investigar um esquema de fraude fiscal no setor de plásticos, que causou um prejuízo estimado em R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos. O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos - CIRA-SP, que inclui a Secretaria da Fazenda e Planejamento, o Ministério Público de São Paulo, a Receita Federal e a Procuradoria da Fazenda Nacional, lidera a operação. Mais de 530 agentes estão cumprindo 46 mandados de busca e apreensão em 14 municípios, incluindo a capital, São Paulo, Barueri e São Bernardo do Campo.
As investigações revelaram que três grandes grupos empresariais estavam utilizando pelo menos 60 empresas de fachada para gerar créditos tributários falsos. O esquema operava através da emissão de notas fiscais 'frias', que simulavam transações comerciais, enquanto os produtos reais eram enviados diretamente de importadores para as indústrias. Isso permitia a redução artificial do pagamento de impostos federais e estaduais, como ICMS, IPI e Imposto de Renda. O dinheiro desviado era movimentado em um complexo fluxo financeiro, que ocultava o patrimônio dos verdadeiros beneficiários, que utilizavam os recursos para financiar luxos pessoais, como viagens, mensalidades em clubes náuticos, vinhos caros e a compra de imóveis e veículos de alto padrão. A operação conta com o apoio do Gaeco e das polícias Civil e Militar, e os documentos apreendidos serão analisados para identificar todos os envolvidos e aprofundar as provas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
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A operação visa recuperar ativos desviados e responsabilizar os envolvidos, o que pode impactar a economia local e a confiança no sistema fiscal.
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