Machismo como ferramenta política e negócio: a análise de especialistas
"Machismo é não só uma ferramenta política, mas também um negócio"
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A pesquisadora Sofia Ferro Santos destaca que o machismo se tornou uma ferramenta política e um negócio lucrativo, com campanhas digitais que utilizam narrativas sexistas para silenciar mulheres e polarizar a sociedade. O fenômeno é comparado a estratégias de desinformação que visam lucro, afetando a participação política feminina e a credibilidade de mulheres em posições de poder.
- 01O machismo é usado como ferramenta política e negócio lucrativo.
- 02Campanhas digitais utilizam narrativas sexistas para silenciar mulheres.
- 03A desinformação de gênero afeta a participação política feminina.
- 04O fenômeno é comparado a estratégias de desinformação de jovens na Macedônia do Norte.
- 05A literacia mediática é defendida como resposta ao problema.
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Sofia Ferro Santos, pesquisadora do CIES-Iscte, afirma que o machismo se transformou em uma ferramenta política e um negócio, com a misoginia digital sendo utilizada em campanhas organizadas que visam silenciar mulheres e polarizar a sociedade. Ela observa que esse fenômeno não é apenas uma reprodução da misoginia offline, mas sim uma estratégia coordenada que utiliza narrativas sexistas. Ferro Santos destaca o caso do influenciador Andrew Tate, que monetiza conteúdos misóginos e cursos de 'masculinidade'. Ela compara essa situação à desinformação gerada por jovens da Macedônia do Norte durante as eleições americanas de 2016, que eram motivadas por lucro em vez de ideologia. A pesquisadora também menciona que a instrumentalização do machismo ultrapassa fronteiras ideológicas, citando o uso de deepfakes para desacreditar a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Nos Estados Unidos, um projeto identificou 35.000 menções a imagens íntimas não consentidas de congressistas. Além disso, um estudo revelou que 49% das mulheres politicamente ativas na Alemanha evitam cargos por medo de violência digital. Joana Martins, coordenadora do curso de Comunicação Social da Escola Superior de Educação de Viseu, complementa que as narrativas machistas se tornaram parte da desinformação digital, visando desacreditar as mulheres e impedir o progresso em direção à igualdade de gênero. Ela alerta para a banalização dessas práticas entre jovens e defende a literacia mediática como uma resposta necessária.
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A crescente misoginia digital pode desencorajar a participação feminina na política, afetando a representação e a igualdade de gênero.
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