França enfrenta desafios na reparação a ex-colônias e avança em restituições simbólicas
Sob desafios, França dribla passado colonial e da escravidão e faz avanços tímidos na reparação a ex-colônias
O Globo
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A França, pioneira no reconhecimento do tráfico de escravizados como crime contra a humanidade, ainda enfrenta desafios significativos na reparação a suas ex-colônias. Embora tenha feito progressos, como a restituição de bens saqueados, críticos apontam a lentidão das ações e a persistência das desigualdades nas regiões ultramarinas.
- 01A França foi um dos principais países envolvidos no comércio transatlântico de escravizados, transportando entre 12 e 13 milhões de africanos para suas colônias.
- 02Em abril de 2023, a Assembleia Nacional francesa aprovou uma lei para facilitar a restituição de bens roubados durante a colonização, uma promessa feita pelo presidente Emmanuel Macron em 2017.
- 03A proposta da ONU que classificou o tráfico transatlântico como o 'crime mais grave' foi aprovada com 123 votos a favor, mas a França se absteve, alegando a complexidade do tema.
- 04Antony Christophe, um morador de Guadalupe, expressou frustração com a falta de ações concretas para reparação, considerando a abstenção da França uma traição.
- 05As desigualdades nas regiões ultramarinas da França, como Martinica e Guadalupe, continuam a ser um problema significativo, com altos custos de vida e problemas ambientais.
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A França, reconhecida por ser pioneira no reconhecimento do tráfico de escravizados como crime contra a humanidade, enfrenta desafios contínuos na reparação a suas ex-colônias. Apesar de alguns avanços, como a restituição de bens saqueados, críticos apontam para a lentidão das ações e a persistência das desigualdades nas regiões ultramarinas. Em uma cerimônia realizada em Paris, em comemoração ao Dia Nacional das Memórias do Tráfico, da Escravatura e de suas Abolições, o escritor Claude Ribbe destacou que, embora haja declarações, as ações concretas são escassas. A França, que foi um dos principais países envolvidos no comércio de escravizados entre os séculos XVII e XVIII, ainda luta para lidar com seu passado colonial. Recentemente, a Assembleia Nacional aprovou uma lei que facilita a restituição de bens roubados, uma promessa feita pelo presidente Emmanuel Macron em 2017. No entanto, a abstenção da França em uma votação da ONU sobre a classificação do tráfico transatlântico como crime grave foi recebida com descontentamento por muitos, que veem isso como uma traição. A desigualdade econômica e social persiste nas ex-colônias, onde as populações enfrentam altos custos de vida e problemas ambientais, refletindo a necessidade urgente de reparações efetivas.
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As reparações e a restituição de bens podem ajudar a mitigar as desigualdades persistentes nas ex-colônias francesas, onde a população enfrenta altos custos de vida e problemas sociais.
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