Partos de Haitianas na República Dominicana: Medo e Condições Precárias
Com medo da deportação, mães haitianas dão à luz às escondidas na República Dominicana

Image: O Globo
Na República Dominicana, mães haitianas enfrentam o medo da deportação ao dar à luz em condições precárias. A repressão nos hospitais resultou em uma queda de 60% nos partos hospitalares, levando muitas mulheres a optarem por partos em casa, aumentando os riscos para mães e bebês.
- 01Desde abril de 2025, a República Dominicana intensificou a deportação de haitianos, levando a uma queda de 60% nos partos hospitalares entre mulheres haitianas.
- 02Mães como Katty Joseph relatam experiências traumáticas, incluindo a morte de seus bebês devido a partos em condições insalubres.
- 03A política de deportação foi criticada por organizações de direitos humanos, que a consideram desumana e um reflexo de sentimentos anti-haitianos.
- 04O governo dominicano argumenta que a medida é necessária para evitar a superlotação em hospitais, mas muitos haitianos evitam buscar atendimento médico por medo de deportação.
- 05O aumento dos partos domiciliares revitalizou uma pequena indústria de parteiras, que oferecem assistência a mulheres haitianas sem cobrar pelos serviços.
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Na República Dominicana, o medo da deportação tem levado muitas mães haitianas a dar à luz em condições precárias, sem supervisão médica. Desde que autoridades dominicanas começaram a enviar agentes de imigração para hospitais em abril de 2025, os partos hospitalares entre mulheres haitianas caíram em 60%, de 32.967 para 13.856. Essa repressão, considerada desumana por grupos de direitos humanos, resultou em partos em casa, onde mães como Katty Joseph enfrentaram tragédias, incluindo a morte de seus bebês. A política de deportação, que já expulsou mais de 478.000 haitianos desde janeiro de 2025, é defendida pelo governo como uma medida para proteger recursos públicos, mas tem gerado um aumento no número de partos domiciliares. Profissionais de saúde alertam sobre os riscos de vida enfrentados por mães e recém-nascidos, com condições que podem levar a complicações graves. Além disso, a situação revitalizou uma antiga prática de parteiras, que agora atendem essas mulheres em segredo, muitas vezes sem custo.
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A política de deportação e a repressão nos hospitais resultaram em um aumento significativo de partos em casa, expondo mães e bebês a riscos de saúde graves.
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