Mercado de Carbono: Desafios e Novas Diretrizes para Empresas
Mercado de carbono expõe limites da compensação
O Globo
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O mercado voluntário de carbono enfrenta transformações significativas, com empresas agora exigidas a comprovar reduções reais de emissões. A pressão de investidores e reguladores está mudando a abordagem de 'compensar' para 'reduzir'. A nova diretiva da Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD) torna obrigatório o relato de emissões do Scope 3, que representa a maior parte das emissões, mas é também a menos confiável.
- 01O mercado de carbono está se transformando, passando de uma ferramenta reputacional para uma exigência de redução real de emissões.
- 02As emissões do Scope 3 podem representar até 90% da pegada de carbono de uma empresa, mas são as menos confiáveis em termos de dados.
- 03A Science Based Targets Initiative (SBTi) proibirá o uso de créditos de carbono para metas de Scope 1 e 2 a partir de 2024.
- 04A Ecomilhas utiliza tecnologia para monitorar e reduzir emissões de mobilidade corporativa, recompensando colaboradores com cashback.
- 05A redução de emissões é mais estratégica e econômica do que a compensação, com custos de redução 5 a 10 vezes menores que créditos de alta qualidade.
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O mercado voluntário de carbono está passando por uma transformação significativa, onde as empresas são agora pressionadas a demonstrar reduções reais e mensuráveis de emissões, em vez de apenas comprar créditos de carbono. De acordo com Lucas Nicoleti, CEO da Ecomilhas, essa mudança reflete a pressão crescente de investidores, reguladores e auditorias ESG, que exigem uma abordagem mais rigorosa. Um relatório do Carbon Disclosure Project (CDP) revela que as emissões da cadeia de suprimentos podem ser até 11,4 vezes maiores que as emissões operacionais. A nova diretiva da Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD) torna obrigatório o relato das emissões do Scope 3, que, apesar de serem as mais relevantes, são também as menos confiáveis. A Ecomilhas está na vanguarda dessa mudança, utilizando tecnologia para monitorar deslocamentos corporativos e calcular reduções de emissões de forma precisa. O CEO destaca que a diferença entre compensar e reduzir é estratégica, com a redução sendo mais eficaz e engajadora para os colaboradores. Com isso, o mercado de carbono se ajusta às novas exigências, promovendo uma cultura de responsabilidade ambiental nas empresas.
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As novas exigências regulatórias e a pressão de investidores podem levar as empresas a adotar práticas mais sustentáveis, impactando positivamente o meio ambiente.
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