Ataque a festa LGBTQIAPN+ na Rússia revela avanço de grupo vigilante pro-Kremlin
Insultos e agressões: Ataque à festa de aniversariante LGBTQIAPN+ expõe avanço de grupo vigilante conservador pró-Kremlin na Rússia
O Globo
Image: O Globo
Um ataque violento a uma festa de aniversário LGBTQIAPN+ em Arkhangelsk, Rússia, expôs o crescimento do grupo vigilante conservador Russkaya Obshina, que tem se alinhado com o governo de Vladimir Putin. Com mais de 900 incursões registradas, o grupo visa suprimir comportamentos considerados incompatíveis com os valores tradicionais russos, frequentemente com a participação de policiais.
- 01O ataque ocorreu em uma boate em Arkhangelsk, onde homens mascarados agrediram os convidados durante a festa de aniversário de Katya.
- 02A Russkaya Obshina tem realizado operações para identificar e suprimir a 'propaganda LGBT', apesar da falta de evidências de tal atividade na festa.
- 03Katya foi condenada a 200 horas de serviço comunitário por blasfêmia devido a uma luz neon em formato de cruz na boate.
- 04Entre 2023 e 2025, foram registradas mais de 900 incursões do grupo, com um terço delas envolvendo agentes de segurança.
- 05A Russkaya Obshina tem conexões com a Igreja Ortodoxa Russa e recebeu apoio implícito do governo, refletindo um endurecimento do discurso nacionalista na Rússia.
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Um ataque a uma festa de aniversário LGBTQIAPN+ em Arkhangelsk, na Rússia, revelou o crescimento do grupo vigilante conservador Russkaya Obshina, que tem se alinhado cada vez mais com o governo de Vladimir Putin. Durante o ataque, homens mascarados invadiram a festa, agredindo os convidados e insultando-os com termos homofóbicos. A organizadora da festa, Katya, estava prestes a apagar as velas de seu aniversário de 30 anos quando a violência começou. A Russkaya Obshina, que defende valores tradicionais e combate o que considera 'liberalismo ocidental', já realizou mais de 900 incursões em todo o país, muitas vezes com a participação da polícia. Embora a festa não apresentasse 'propaganda LGBT', Katya foi posteriormente condenada a 200 horas de serviço comunitário por blasfêmia, relacionada a uma luz neon em formato de cruz. O grupo também tem vínculos com a Igreja Ortodoxa Russa e se alinha com a política externa do Kremlin, demonstrando uma crescente influência no cenário social e político da Rússia. Essa situação levanta preocupações sobre a violação de direitos e a legalidade das ações do grupo, que operam sem respaldo jurídico claro.
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O crescimento de grupos vigilantes como a Russkaya Obshina pode aumentar a violência e a discriminação contra a comunidade LGBTQIAPN+ na Rússia, gerando um ambiente de medo e repressão.
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