Neurônios humanos em chip aprendem a jogar Doom, impulsionando a pesquisa em computadores biológicos
Chip com neurônios humanos aprende a jogar game de tiro 'Doom' e impulsiona pesquisa sobre computadores biológicos; entenda

Image: O Globo
Pesquisadores australianos da Cortical Labs integraram neurônios humanos a um chip de silício, permitindo que aprendessem a jogar Doom. Este avanço destaca o potencial dos computadores biológicos, que oferecem eficiência energética superior e novas capacidades tecnológicas em áreas como triagem de medicamentos e aprendizado de máquina.
- 01O chip, chamado CL1, contém cerca de 200 mil células cerebrais humanas vivas cultivadas a partir de células-tronco.
- 02Os neurônios inicialmente apresentaram desempenho básico, mas melhoraram sua precisão ao mirar nos inimigos em Doom.
- 03A pesquisa busca desenvolver inteligência mais eficiente energeticamente, com o cérebro humano funcionando a 20 watts, um nível que a computação atual não alcança.
- 04As células têm uma vida útil de cerca de seis meses e ainda não produzem resultados totalmente consistentes.
- 05Especialistas acreditam que a tecnologia pode revolucionar áreas como triagem de medicamentos e aprendizado de máquina, não pretendendo substituir a inteligência artificial, mas complementá-la.
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Cientistas da Cortical Labs, na Austrália, integraram neurônios humanos cultivados em laboratório a um chip de silício, permitindo que esses neurônios aprendam a jogar o clássico jogo de tiro Doom. Este experimento, que utiliza cerca de 200 mil células cerebrais humanas, destaca o potencial dos computadores biológicos, que podem realizar tarefas complexas com uma eficiência energética superior à dos chips convencionais. Inicialmente, os neurônios apresentaram um desempenho rudimentar, mas com o tempo, melhoraram sua habilidade de mirar nos inimigos. Os pesquisadores converteram o ambiente de Doom em padrões de sinais elétricos compreensíveis para os neurônios, ajustando estímulos para treinar a atividade neuronal. Apesar de ainda não produzirem resultados consistentes, a tecnologia é vista como uma forma mais sustentável e poderosa de inteligência, com aplicações potenciais em triagem de medicamentos e aprendizado de máquina. O projeto não visa substituir a inteligência artificial, mas sim oferecer novas capacidades tecnológicas.
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A pesquisa pode levar a avanços significativos na eficiência energética de tecnologias computacionais, impactando áreas como saúde e inteligência artificial.
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