Estudo revela que pradarias marinhas e zonas húmidas absorvem 25% das emissões anuais de CO2 em Espanha e Portugal
Pradarias marinhas e zonas húmidas absorvem 25% das emissões/ano de CO2
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Um estudo do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) revela que pradarias marinhas e zonas húmidas em Espanha e Portugal absorvem cerca de 95 milhões de toneladas de CO2, representando 25% das emissões anuais dos dois países. A conservação desses ecossistemas é crucial para manter sua função como sumidouros de carbono e evitar a emissão de CO2 de volta à atmosfera.
- 01O estudo foi coordenado pelo Centro de Estudos Avançados de Blanes (CEAB-CSIC) e é o primeiro inventário conjunto do carbono armazenado em ecossistemas de Espanha e Portugal.
- 02Os ecossistemas analisados cobrem até 1.976 quilômetros quadrados e incluem tanto a vegetação quanto os sedimentos marinhos.
- 03Os prados de 'posidonia oceânica' são destacados por sua capacidade de armazenar grandes quantidades de carbono durante milênios.
- 04A taxa média de aumento dos estoques de carbono é de 0,15 milhões de toneladas de CO2 por ano.
- 05A perda de área nos últimos cem anos pode ter liberado entre 11 e 27 milhões de toneladas de CO2.
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Um estudo recente liderado pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha revelou que as pradarias marinhas e zonas húmidas dos dois países absorvem aproximadamente 95 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o que representa cerca de 25% das emissões anuais combinadas de Espanha e Portugal em 2022. Publicado na revista 'Marine Pollution Bulletin', o estudo enfatiza a necessidade urgente de conservar esses ecossistemas, que desempenham um papel vital na mitigação das mudanças climáticas ao evitar que o carbono retorne à atmosfera. O estudo, que abrange 1.976 quilômetros quadrados de ecossistemas costeiros, contabiliza tanto o carbono retido na vegetação quanto o acumulado nos sedimentos marinhos, onde pode permanecer armazenado por séculos. Os autores, Nerea Piñeiro-Juncal e Miguel Ángel Mateo, alertam que a degradação contínua desses habitats pode resultar na emissão de mais 1,3 a 5,6 milhões de toneladas de CO2 nos próximos 30 anos. A recuperação de espécies como a 'posidonia oceânica', que armazena carbono por longos períodos, é particularmente lenta e deve ser uma prioridade nas estratégias de conservação.
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A conservação das pradarias marinhas e zonas húmidas é vital para a mitigação das mudanças climáticas, impactando diretamente a qualidade do ar e a saúde ambiental na região.
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