Exposições em São Paulo e Rio de Janeiro Celebram a Influência do Candomblé na Arte de Mestre Didi e Rubem Valentim
Mostras destacam como signos do candomblé inspiraram obra geométrica de Mestre Didi e Rubem Valentim

Image: O Globo
Duas exposições em São Paulo e no Rio de Janeiro destacam como os artistas Mestre Didi e Rubem Valentim incorporaram signos do candomblé em suas obras geométricas. As mostras visam aprofundar a apreciação crítica de suas produções, revelando a complexidade e a universalidade de suas influências afro-brasileiras.
- 01As exposições 'Mestre Didi – Invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira' e 'Rubem Valentim: a ordem do sensível' estão em cartaz até julho e agosto, respectivamente.
- 02Mestre Didi e Rubem Valentim reinterpretaram elementos do candomblé em suas obras, contribuindo para a arte geométrica brasileira.
- 03Rodrigo Moura, cocurador das exposições, destaca a intersecção entre arte e religiosidade nos trabalhos de ambos os artistas.
- 04As mostras revelam uma nova abordagem crítica que valoriza a complexidade e a universalidade das obras afro-brasileiras.
- 05Rubem Valentim explorou temas de diversas religiosidades, ampliando a discussão sobre a cor branca e sua significação na arte.
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As exposições 'Mestre Didi – Invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira' no Itaú Cultural em São Paulo e 'Rubem Valentim: a ordem do sensível' no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro estão em cartaz, revisitando a obra de dois importantes artistas brasileiros. Mestre Didi (1917-2013) e Rubem Valentim (1922-1991) integraram elementos do candomblé em suas produções geométricas, contribuindo para a linguagem artística brasileira da segunda metade do século XX. As mostras, que reúnem obras significativas, buscam aprofundar a apreciação crítica de suas criações, que muitas vezes foram subestimadas. Rodrigo Moura, cocurador, enfatiza que a arte de Valentim e Didi se entrelaça com a religiosidade, oferecendo novas perspectivas sobre a produção afro-brasileira. A curadora Raquel Barreto ressalta que a religiosidade, embora central, não é um pré-requisito para a apreciação das obras, que dialogam com diversas tradições culturais. As exposições estão abertas ao público até julho e agosto de 2023, respectivamente.
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As exposições promovem um maior reconhecimento das influências afro-brasileiras na arte, impactando a forma como a cultura local é percebida.
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