Armenia enfrenta dilema geopolítico em eleições sob pressão russa
Em nova frente da disputa entre Rússia e Ocidente, Armênia vai às urnas de olho na UE e sob ameaças de Putin
O Globo
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A Armenia realiza eleições para a Assembleia Nacional em meio a tensões geopolíticas entre a Rússia e o Ocidente. O primeiro-ministro Nikol Pashinyan busca fortalecer laços com a União Europeia, desafiando a influência russa, enquanto Putin expressa preocupações sobre a perda de controle na região.
- 01O primeiro-ministro Nikol Pashinyan busca diversificar alianças, incluindo aproximação com a União Europeia, enquanto a Rússia considera a Armênia parte de sua esfera de influência.
- 02Pashinyan congelou a participação da Armênia na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) após a falta de apoio russo durante o conflito em Nagorno-Karabakh.
- 03A Rússia pressiona a Armênia para realizar um referendo sobre a permanência no bloco da União Econômica Eurasiana.
- 04Pesquisas indicam que o partido de Pashinyan deve vencer as eleições, mas a incerteza política persiste devido à fragmentação da oposição e à desconfiança popular.
- 05Putin sugere que a reeleição de Pashinyan pode aumentar a probabilidade de conflitos, utilizando o Azerbaijão como um instrumento de pressão.
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A Armênia está prestes a realizar eleições para a Assembleia Nacional em um contexto de crescente tensão entre a Rússia e o Ocidente. O primeiro-ministro Nikol Pashinyan, que busca fortalecer laços com a União Europeia, enfrenta a resistência da Rússia, que considera a Armênia parte de sua esfera de influência. A relação entre os dois países é complexa, marcada por laços históricos e interesses estratégicos. Pashinyan congelou a participação da Armênia na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) após a falta de apoio russo durante o conflito em Nagorno-Karabakh. Recentemente, a Rússia pressionou a Armênia a realizar um referendo sobre sua permanência na União Econômica Eurasiana, um movimento que Pashinyan rejeitou. Pesquisas indicam que o partido de Pashinyan deve vencer as eleições, mas a fragmentação da oposição e a crescente desconfiança popular podem complicar sua governabilidade. Putin, por sua vez, sugere que a reeleição de Pashinyan poderia aumentar a probabilidade de conflitos na região, utilizando o Azerbaijão como uma forma de coerção.
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As eleições podem moldar a política externa da Armênia, afetando suas relações com a Rússia e o Ocidente.
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