Por que cada vez mais celebridades estão entrando em plataformas de conteúdo adulto
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Por que cada vez mais celebridades estão entrando em plataformas de conteúdo adulto Após rumores envolvendo Solange Couto, casos de estrelas como Bella Thorne, Lily Allen e MC Mirella mostram como plataformas de assinatura deixaram de ser nicho e viraram estratégia de fama, autonomia e renda Por O Globo — Rio de Janeiro RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/05/2026 - 16:10 Famosas aderem a plataformas adultas por autonomia financeira e controle de imagem Celebridades como Bella Thorne e MC Mirella estão aderindo a plataformas de conteúdo adulto, buscando autonomia financeira e controle sobre suas imagens. Esse movimento, que inclui nomes como Denise Richards e Lily Allen, evidencia a transformação dessas plataformas em espaços de entretenimento e conexão direta com fãs, além de desafiar estigmas e oferecer novas fontes de renda. A atriz Solange Couto, de 68 anos, precisou recorrer às redes sociais para negar rumores de que teria criado um perfil em uma plataforma de conteúdo adulto após sua participação no "BBB 26". O episódio voltou a chamar atenção para um movimento que cresce há alguns anos: a entrada de celebridades improváveis no universo do conteúdo por assinatura e a transformação da imagem dessas plataformas. - Do conteúdo direto aos nichos: como varia o consumo adulto nas regiões do Brasil - Não são só homens: mulheres mudam o perfil do público de conteúdo adulto no Brasil Ex-estrelas da Disney, atrizes de Hollywood e cantoras pop passaram a surpreender fãs ao aderirem a serviços de assinatura, muitas vezes em busca de autonomia financeira e maior controle sobre a própria imagem, sem depender da televisão ou da publicidade tradicional. Um dos casos mais emblemáticos é o de Bella Thorne, hoje com 28 anos. A ex-estrela da Disney entrou em uma plataforma adulta em 2020 dizendo querer "remover o estigma" em torno desse mercado e faturou mais de US$ 1 milhão nas primeiras 24 horas. Outro nome que repercutiu foi o de Denise Richards, de 55 anos, conhecida por filmes como "Wild Things" e "Todo Mundo em Pânico 3". Ao lançar seu perfil, afirmou gostar da ideia de produzir conteúdo de forma independente, sem depender de grandes estúdios. Segundo Kellerson Kurtz, diretor de operações da FatalFans, a presença dessas celebridades ajudou a mudar a percepção do público sobre as plataformas de assinatura, hoje vistas também como espaços de entretenimento, bastidores e proximidade com fãs. "Muitas celebridades perceberam que conseguem monetizar a própria imagem sem depender de televisão, publicidade tradicional ou contratos com grandes empresas. Isso mudou completamente o perfil dessas plataformas", afirma. No Brasil, nomes conhecidos da televisão também passaram a investir nesse mercado. Um dos casos mais comentados foi o de Luiza Ambiel, de 53 anos, eternizada pela "Banheira do Gugu". Ao entrar no segmento, ela afirmou que a experiência contribuiu para sua autoestima e liberdade pessoal. Outro fenômeno nacional é MC Mirella, de 27 anos, que transformou o conteúdo adulto em uma das principais fontes de renda da carreira e passou a figurar entre os maiores faturamentos do setor no país. Os casos mais inusitados, porém, vieram de celebridades menos óbvias. A cantora Lily Allen, de 41 anos, viralizou ao criar uma conta dedicada à venda de fotos dos próprios pés e afirmar, depois, que ganha mais dinheiro com isso do que com plataformas de streaming musical. Já a ex-estrela teen Amanda Bynes, de 40 anos, surpreendeu fãs ao anunciar sua entrada nesse universo dizendo que não publicaria nudez explícita e usaria a plataforma apenas para conversar com seguidores. Nem todas, porém, chegaram a esse mercado por curiosidade ou estratégia de aproximação com o público. A atriz Drea de Matteo, de 54 anos, conhecida pela série "The Sopranos", revelou ter criado um perfil após enfrentar dificuldades financeiras. Em entrevistas, afirmou que a plataforma "salvou sua vida" em um momento em que corria o risco de perder a casa. Para Kellerson, o avanço desse movimento mostra que o conteúdo por assinatura deixou de ocupar um nicho alternativo e passou a integrar a indústria do entretenimento digital. "Quanto mais improvável é a celebridade, maior costuma ser a repercussão. O público já não enxerga essas plataformas apenas como conteúdo adulto. Hoje existe curiosidade, entretenimento e conexão direta com fãs", conclui.
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