Estudo revela razões para a baixa participação política entre os mais pobres no Brasil
Por que os mais pobres participam menos da política, segundo pesquisa inédita
O Globo
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Uma pesquisa inédita da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que a baixa participação política entre indivíduos de baixa renda no Brasil se deve à crença de que eles não têm poder de influenciar decisões políticas. O estudo analisou dados de 70.417 respondentes em 47 países e mostrou que a eficácia política percebida é um fator crucial para engajamento.
- 01Indivíduos de baixa renda participam menos na política por acreditarem que não têm influência.
- 02A pesquisa analisou dados de 70.417 pessoas em 47 países, mostrando um padrão global.
- 03A eficácia política percebida é menor entre os mais pobres, impactando sua participação.
- 04Experimentos no Complexo da Maré, Rio de Janeiro, mostraram que mensagens de eficácia aumentam a intenção de voto.
- 05O estudo foi conduzido por pesquisadores de instituições renomadas, incluindo a FGV e a Universidade de Oxford.
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Uma pesquisa recente da Fundação Getulio Vargas (FGV) destaca que a participação política desigual entre ricos e pobres é, em grande parte, atribuída à crença de que pessoas de baixa renda não têm poder de influenciar as decisões políticas. O estudo, publicado no Journal of Experimental Social Psychology, analisou dados de 70.417 respondentes em 47 países, revelando que indivíduos com maior nível socioeconômico tendem a se engajar mais politicamente, seja por meio do voto, petições ou manifestações. A pesquisa também constatou que a percepção de eficácia política é significativamente menor entre aqueles com menor poder aquisitivo, o que explica sua menor participação. Experimentos realizados no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, mostraram que mensagens que reforçam a capacidade de cada voto podem aumentar a disposição dos moradores para se informarem sobre como participar das eleições, resultando em uma intenção de voto mais alta. O estudo foi realizado por Yan Vieites (FGV-Ebape), Rodrigo Furst (Universidade de Oxford) e Bernardo Andretti (Neoma Business School).
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A pesquisa sugere que aumentar a percepção de eficácia política entre os mais pobres pode incentivá-los a participar mais ativamente da política, potencialmente alterando a dinâmica eleitoral.
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