Executivo chileno é detido por racismo em voo e é afastado da empresa
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Executivo chileno é detido por racismo em voo no Brasil: 'cheiro de negro, de brasileiro' Ele viajava a trabalho para a Alemanha e agrediu verbalmente tripulantes do avião também com comentários homofóbicos. Com o ocorrido, foi afastado do cargo pela empresa RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/05/2026 - 18:31 Executivo Chileno Detido em Guarulhos por Insultos Racistas e Homofóbicos em Voo da LATAM Um executivo chileno, Germán Naranjo Maldini, foi detido no aeroporto de Guarulhos após proferir insultos racistas e homofóbicos durante um voo da LATAM de São Paulo para Frankfurt. O incidente ocorreu em 10 de maio, quando ele tentou abrir a porta do avião e ofendeu a tripulação. A empresa Landes, onde trabalhava, o afastou preventivamente. Maldini foi preso e aguarda decisão judicial. A LATAM e a Landes repudiaram as ações do executivo. Um cidadão chileno foi detido na sexta-feira no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após fazer comentários racistas e homofóbicos dentro de um avião contra membros da tripulação e passageiros. Trata-se de Germán Naranjo Maldini, que atuava como gerente da Landes, uma empresa chilena de alimentos e biotecnologia marinha. O episódio ocorreu em 10 de maio, no voo LA8070 da LATAM Airlines Group, que seguia de São Paulo para Frankfurt, na Alemanha, informou a CNN Chile. A agressão do empresário começou quando ele tentou abrir a porta do avião e foi impedido pela tripulação. Ele proferiu comentários ofensivos, racistas e homofóbicos contra comissários e aeromoças. Maldini foi detino no retorno de sua viagem ao exterior, após participar de uma feira internacional a trabalho. Na noite de sexta-feira, a Landes afastou “formal e preventivamente” o executivo de suas funções, informou a imprensa Chilena. Ofensas diversas No dia do ocorrido, dentro do avião da Latam, uma pessoa gravou um vídeo do comportamento de Maldini que viralizou nas últimas horas, no qual podem ser ouvidos os comentários ofensivos e discriminatórios dirigidos a um integrante da tripulação. — Ele é gay contra mim — disse inicialmente. — Qual é o problema?— perguntou uma comissária. E o chileno, que insistia em afirmar que tinha um problema com o funcionário da companhia aérea, respondeu: — Ninguém tem problema nenhum, ele tem problema comigo. Os gays já basta serem tão... tão... — disse sem conseguir completar a frase, em meio a um ataque de raiva. Depois complemento: — É um problema para mim ser gay. A agressão continuou diante da indignação do restante da tripulação, desta vez com comentários racistas: — A pele negra. O que mais... o cheiro de negro brasileiro. Cheiro de brasileiro. Uma das comissárias a bordo afirmou ao viajante: “Vamos desembarcar, porque você está incomodando, agredindo”. Mas ele respondeu de forma desafiadora: — Uh, que medo — disse, depois olhando para outra pessoa: — Esse aí eu não conheço. Você, negro, macaco, eu não conheço. Macacos ficam nas árvores — provocou para, em seguida, fazer sons semelhantes aos de um macaco. As vítimas registraram denúncia junto à Polícia Federal, o que deu início a uma investigação que terminou com uma ordem de prisão preventiva contra Maldini emitida pela Justiça Federal. A Latam informou que Maldini foi detido na última sexta-feira no Aeroporto de Guarulhos, quando retornou ao Brasil para fazer conexão em seu voo, informou a CNN Brasil. O veículo local afirmou que o empresário compareceu perante o juiz em uma audiência de custódia no mesmo dia e, posteriormente, foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, onde permanece à disposição da Justiça. Afastado do cargo Após os fatos, a Landes divulgou um comunicado no qual repudiou a conduta de seu funcionário. “A Landes condena de maneira categórica e sem nuances qualquer ato de discriminação, racismo ou homofobia. Esse tipo de conduta é absolutamente incompatível com os valores da Landes e com sua Política de Não Discriminação, que rege todos os colaboradores da empresa”, afirmou a companhia. No documento, a empresa pesqueira esclareceu que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que não havia sido notificada da prisão antes de ela se tornar pública. A Latam também divulgou um comunicado condenando o incidente. “A Latam condena energicamente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia”, afirmou a companhia. E continuou: “Por isso, a empresa está cooperando plenamente com a Polícia Federal no caso do passageiro que cometeu um ato de violência discriminatória contra um membro de sua tripulação no voo LA8070 em 10 de maio e que foi detido no aeroporto de Guarulhos em 15 de maio. A LATAM também esclarece que está oferecendo apoio psicológico e assistência jurídica ao funcionário vítima dessa violência”.
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