Presidente da Parada LGBT+ defende presença de crianças em evento apesar de projeto de lei restritivo
‘Vai ter criança, sim’, afirma presidente da Parada LGBT+ sobre projeto de lei que proíbe menores no evento em SP
G1 - O Portal
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Nelson Matias, presidente da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, criticou um projeto de lei que proíbe a presença de crianças e adolescentes no evento, afirmando que 'vai ter criança, sim'. A Parada, que ocorrerá em 7 de junho de 2026, enfrenta desafios financeiros e busca apoio em meio a discursos conservadores.
- 01A Parada LGBT+ de São Paulo ocorrerá no dia 7 de junho de 2026, na Avenida Paulista.
- 02O projeto de lei 50/2025, que proíbe a presença de menores, foi aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal e pode resultar em multas de até R$ 1 milhão.
- 03A estimativa de movimentação econômica da Parada em 2026 é de R$ 466,2 milhões, uma queda de 15% em relação ao ano anterior.
- 04Artistas confirmados para o evento abriram mão de seus cachês devido à redução de patrocinadores, que enfrentam pressão política.
- 05O projeto de lei é considerado por especialistas como inconstitucional e discriminatório, restringindo a participação da população LGBTQIA+.
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Durante uma coletiva de imprensa, Nelson Matias, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, expressou sua oposição ao projeto de lei 50/2025, que proíbe a presença de crianças e adolescentes na Parada, afirmando que 'vai ter criança, sim' no evento. A Parada, que celebra 30 anos em 2026, está marcada para o dia 7 de junho na Avenida Paulista, com o tema 'A rua convoca, a urna confirma'. O projeto de lei, que foi aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal, determina que eventos LGBTQIA+ sejam restritos a espaços fechados e prevê multas severas para descumprimento. Matias destacou que a Parada é um ato de resistência e defesa da democracia, e não apenas um evento festivo. A expectativa é que a Parada movimente R$ 466,2 milhões na economia de São Paulo, embora isso represente uma queda em relação ao ano anterior. Ele também mencionou a dificuldade em obter patrocínios, com várias empresas recuando devido a pressões políticas. A proposta legislativa é vista como inconstitucional por advogados, que argumentam que ela discrimina a população LGBTQIA+.
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A proibição da presença de crianças e adolescentes pode reduzir a participação familiar no evento, alterando a dinâmica da Parada e sua recepção pela comunidade.
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