AP avança reestruturação com despedimentos e aposta no jornalismo visual
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Através do porta-voz Patrick Maks, a agência não confirmou os números do sindicato, o News Media Guild, enquadrando as saídas na reestruturação anunciada em abril "para alinhar as operações com o que os principais clientes [da AP] precisam hoje". As demissões, que têm efeito no final do expediente de hoje, eram esperadas depois de a AP, uma das mais antigas e influentes organizações noticiosas do mundo, ter oferecido indemnizações a mais de 120 jornalistas nos Estados Unidos. Cerca de 40 trabalhadores voluntariaram-se e aceitaram a indemnização, segundo o sindicato. Kimberlee Kruesi, repórter da AP e presidente interina do sindicato, afirmou que "os cortes de hoje mostram o quão sem rumo se tornou a liderança da AP". "A empresa alardeia que está a dar prioridade ao jornalismo visual, mas entre os 20 funcionários despedidos hoje estão fotógrafos experientes", afirmou Kruesi em comunicado. Julie Pace, editora executiva e vice-presidente sénior da AP, disse numa entrevista no mês passado que o objetivo da agência era reduzir em menos de 5% o seu pessoal. "Estamos a fazer estas mudanças a partir de uma posição de força, mas estamos a fazê-lo agora para reconhecer a mudança na nossa base de clientes", disse Pace. Nos últimos quatro anos, a receita da AP com os jornais caiu 25%. Duas das maiores editoras de jornais norte-americanas, a Gannett e a McClatchy, deixaram de usar o serviço da AP em 2024 e os clientes da AP são agora predominantemente empresas de radiodifusão, digitais e tecnológicas. Kristin Heitmann, vice-presidente sénior e diretora de receitas da AP, afirmou no mês passado que a empresa registou no mesmo período um crescimento de 200% nas receitas provenientes de empresas tecnológicas. Leia Também: Dmitry Muratov crê que "jornalismo profissional salvará o mundo" do fascismo
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