Mudanças significativas na legislação laboral em Portugal: O que esperar do anteprojeto 'Trabalho XXI'
Dos despedimentos à parentalidade: As mudanças em causa na lei laboral

Image: Noticiasaominuto
O anteprojeto 'Trabalho XXI', apresentado pelo governo de Luís Montenegro, propõe mudanças profundas na legislação laboral em Portugal, incluindo alterações nas leis de greve, contratos de trabalho, e licenças parentais. Após meses de negociações sem acordo, uma greve geral está prevista. As mudanças visam aumentar a flexibilidade para empregadores e redefinir direitos dos trabalhadores.
- 01O governo propõe aumentar a duração máxima dos contratos de trabalho, passando de dois para três anos nos contratos a termo certo.
- 02A licença parental poderá ser estendida para até seis meses, condicionada à partilha igual entre os progenitores nos últimos 60 dias.
- 03Mudanças nas leis de greve incluem a inclusão de serviços de cuidado a idosos e crianças nos serviços mínimos durante greves.
- 04A proposta permite que trabalhadores independentes sejam considerados economicamente dependentes de uma empresa se receberem 80% de seus rendimentos de um único cliente.
- 05O governo quer eliminar a falta por luto gestacional, integrando-a na licença por interrupção de gravidez.
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O anteprojeto de reforma da legislação laboral, denominado 'Trabalho XXI', foi apresentado pelo governo português liderado por Luís Montenegro em 24 de julho de 2025. Após mais de nove meses de negociações sem consenso na Concertação Social, o governo enfrenta uma nova greve geral convocada pela CGTP. As principais alterações propostas incluem a ampliação da duração dos contratos de trabalho, permitindo que contratos a termo certo se estendam de dois para três anos e de quatro para cinco anos nos contratos a termo incerto. Além disso, a licença parental poderá atingir até seis meses, com a condição de que os últimos 60 dias sejam partilhados igualmente entre os pais. Outras mudanças significativas envolvem a inclusão de serviços de cuidado nos serviços mínimos durante greves e a possibilidade de trabalhadores independentes serem considerados economicamente dependentes de uma única empresa, se receberem 80% de seus rendimentos de um único cliente. O governo também pretende eliminar a falta por luto gestacional, substituindo-a por licença por interrupção de gravidez.
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As mudanças propostas na legislação laboral podem afetar diretamente os direitos dos trabalhadores e a dinâmica do mercado de trabalho em Portugal.
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