A transformação da política migratória da UE: da Dinamarca à nova abordagem de deportações
Como uma ideia dinamarquesa marginal para expulsar migrantes da Europa se tornou política oficial da UE

Image: Sapo
A proposta dinamarquesa de enviar requerentes de asilo para países terceiros evoluiu para uma nova legislação da União Europeia, permitindo que Estados-membros deportem migrantes com pedidos rejeitados. Essa mudança reflete uma virada política, impulsionada pela ascensão da direita radical, apesar da diminuição das entradas irregulares na UE.
- 01A nova legislação da UE permite que migrantes com pedidos de asilo rejeitados sejam enviados para países terceiros com acordos específicos.
- 02O apoio crescente da direita radical na UE tem influenciado a mudança na política migratória, com novas maiorias políticas emergindo.
- 03As entradas irregulares na UE diminuíram em 40% nos primeiros meses de 2026, mas a legislação se torna mais rígida.
- 04A Dinamarca foi pioneira nessa abordagem, embora suas propostas iniciais não tenham se concretizado.
- 05A falta de países dispostos a receber migrantes representa um desafio significativo para a implementação da nova política.
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Nos últimos cinco anos, a Dinamarca introduziu uma proposta polêmica que permitia a deportação de requerentes de asilo para países fora da União Europeia, uma ideia que agora se tornou parte da política oficial da UE. A nova legislação sobre retornos, acordada entre a Comissão Europeia, o Conselho e o Parlamento Europeu, permite que Estados-membros enviem migrantes com pedidos de asilo rejeitados para países terceiros. Essa mudança reflete uma transformação no debate migratório europeu, que agora se concentra em como implementar essas políticas em vez de discutir sua existência. A ascensão da direita radical na política europeia, que agora participa de oito dos 27 governos da UE, tem sido um fator crucial nessa mudança. Curiosamente, essa virada ocorre em um momento em que as entradas irregulares na UE estão em queda, com uma redução de 40% em 2026. Apesar disso, a nova abordagem levanta questões sobre a viabilidade de deportações, especialmente considerando que apenas 28% dos migrantes com ordens de expulsão são efetivamente devolvidos. A falta de países dispostos a aceitar migrantes que não são seus cidadãos representa um desafio significativo para a implementação dessa política.
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A nova política migratória da UE pode afetar a forma como os migrantes são tratados e deportados, impactando diretamente aqueles que buscam asilo.
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