Justiça de MG mantém prisão de argentino por injúria racial após episódio em trem turístico
Justiça mantém prisão de argentino acusado de injúria racial após fotografar menino negro em MG e dizer que poderia 'levá-lo como escravo'
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Image: O Globo
A Justiça de Minas Gerais decidiu manter a prisão de Eduardo Murias, um argentino de 63 anos, acusado de injúria racial após fotografar um menino negro e fazer comentários racistas. A decisão também investiga agressões sofridas por Murias na prisão.
- 01Eduardo Murias foi preso em flagrante em 25 de maio após incidentes em um trem turístico entre São João del-Rei e Tiradentes.
- 02A Justiça rejeitou o pedido de liberdade, citando a gravidade da conduta e o risco de fuga do acusado.
- 03A defesa de Murias alega que as provas foram obtidas de forma irregular e que as mensagens no celular não configuram crime.
- 04A família da vítima busca indenização por danos morais, alegando que o menino apresenta problemas emocionais após o incidente.
- 05O juiz determinou a realização de um exame de corpo de delito após denúncias de agressões sofridas por Murias na prisão.
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A Justiça de Minas Gerais decidiu manter a prisão preventiva de Eduardo Ignacio Murias, um argentino de 63 anos, acusado de injúria racial. O caso teve início em um trem turístico onde Murias fotografou um menino negro e fez comentários racistas, incluindo sugestões de 'levá-lo como escravo'. A defesa contestou a legalidade das provas, alegando que as mensagens encontradas no celular do argentino eram conversas privadas e não configuravam crime. O juiz Renan Bueno Ribeiro rejeitou o pedido de liberdade, citando a gravidade da conduta e o risco de fuga, uma vez que Murias é estrangeiro sem vínculos no Brasil. Além disso, a Justiça determinou a investigação de agressões que Murias teria sofrido na prisão. A família da criança busca indenização por danos morais, afirmando que o menino apresenta angústia e distúrbios emocionais após o incidente. O caso segue sob segredo de Justiça, com recursos pendentes em tribunais superiores.
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A decisão da Justiça afeta diretamente a segurança e os direitos de indivíduos em situações similares, além de ressaltar a importância do combate ao racismo.
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